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Quero beber com o presidenteSexta, 3 de Agosto de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Todo o mundo sabe que não morro de amores pelo Lula. Já falei mal dele aqui e em vários outros lugares. Mas sempre o critico como presidente. Acho que ele é incompetente, mal-preparado e mal-assessorado. Porém, como companheiro de cachaça, esse cara deve ser inigualável. Assistindo à posse do Jobim como ministro da defesa, me deu ainda mais vontade de encostar a barriga no balcão ao lado dele (do Lula, não do Jobim, que tem cara de gente que só bebe pra descobrir o podre dos outros). Um cara que consegue fazer piada quando fala da queda do avião da TAM deve ser impossível durante a beberagem. Imagine só o que deve ser o Lula depois da quinta caninha. A voz, que já é de bêbado normalmente, deve ficar ininteligível. Pense só nas histórias do cara, nos “craro”, “pobrema” e “própios” que com certeza fazem parte do assunto, na vez que o pai não deu um sorvete quando ele era pequeno, nas aventuras na Granja do Torto... Falando em Granja do Torto, na verdade eu queria mesmo era ser convidado para um daqueles churrascos que ele promove por lá. Sentar nas cadeiras de prástico, jogar uma pelada com os ministros e dizer pra dona Marisa que a maionese estava ótima. Verdade! No final das contas, tenho inveja do Lula, da capacidade de achar que sempre é melhor fazer piada, comparar um grande problema com um jogo de futebol, dizer que ninguém no mundo pode dizer nada sobre honestidade pra ele. E ainda se orgulhar por aí dizendo que a mãe nasceu analfabeta. Não é ótimo? Mas, se eu não puder freqüentar a Granja, aí vai um convite: Presidente, convido vossa excelência para uns gorós no boteco, de preferência o do Sinval, que é perto da minha casa e do Parque Bristol, onde o senhor morou quando era menos famoso. Faço questão de pagar a conta. Se puder, traga a dona Marisa também. E uma meia dúzia de ministros. |