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Punk FoliãoSábado, 9 de Fevereiro de 2008* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor A maioria das pessoas que gostam de rock tem um preconceito sobre o Carnaval. Seja pelos axés insuportáveis, ou pela quantidade de mulher pelada ou mesmo para não parecer um sambista. Eu entendo tudo isso, mesmo porque eu pensava mais ou menos assim até sexta passada.Não, calma lá... Não vou jogar fora meus cds dos Replicantes para comprar a discografia do Martinho da Vila, mas um dos aspectos da festa de Momo tem de ser exaltado. Os desfiles das escolas de samba. Tive oportunidade de acompanhar os desfiles desse ano bem de perto, trabalhando para um site, e algumas coisas despertaram muito minha atenção e que dificilmente as lentes da TV captarão um dia. A primeira é que as pessoas levam muito a sério o desfile. É uma diversão? Sim, mas essa diversão é elevada a níveis que eu não imaginava. Talvez por ser preparada por quase 12 meses, talvez por levar o nome da comunidade em que vivem, mas a maioria que está lá é para se divertir. Os sambas enredos também são bacanas de se ouvir e muito criativos. Pensa bem: você acha que é fácil fazer uma música falando sobre arrepio, sorvete, imigração japonesa ou Ariano Suassuna? Outra coisa que me chamou a atenção foi o trabalho das baterias de todas as escolas. É impossível ficar indiferente ao trabalho dessas pessoas estando a menos de um metro de distancia. Um detalhe que não me esquecerei: Na apuração, a bateria da Tom Maior ganhou três notas 10 e alguns integrantes estavam no Anhembi. A cada nota máxima, os diretores viravam para a arquibancada e agradeciam aos integrantes, reconhecendo o bom trabalho. Continuarei ouvindo Mummies, Ramones, Dead Kennedys, Inocentes, Cólera e outras, mas um preconceito caiu de vez após essa experiência. E quem sabe ano que vem estarei desfilando também.
nós fomos na fazendo visitar o bucuru com o
Denner Gomes | sigam-me os bons
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