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Palavras de um ET

Sexta, 27 de Junho de 2008

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Mais uma vez andei analisando essa história toda dos humanos.

Bom, toda não, uma pequenina parte, relacionada à bobeirice daqueles que se pegam, sem mais nem menos, de uma hora para outra, apaixonados.

Como podem eles projetar numa imagem alheia, toda a perfeição de um Deus ou Deusa?

Perdem-se em histórias criadas antes de dormir, fabulam frases já tantas vezes ensaiadas e raramente faladas... E sentem dor. Ah, sentem muita dor. Física. Dói o peito, o estômago. Impressionante!

Aliás, talvez seja este o motivo de tanta busca pelo amor no outro: dor. Sempre há um outro na história, é impossível ser feliz sozinho, dizia a música de um outro coitado sofredor.

Ah, Sofrer. Gostam tanto de sofrer. Eu, sendo de fora, vivendo nesta Terra há pouco tempo, posso dizer que nunca vi tanta gente correndo atrás de dor. E ainda por cima fazem de tudo para terem certeza de que estão sofrendo ou sentindo essa dor. Procuram e acham (claro) problemas onde realmente não há. Nenhum! Juro!

Só há soluções ali, para acabar com essa coisa que criaram de ficar pensando em problemas. E, de repente, se tocam de tudo isso, descobrem que nada valia tanta seriedade, nada era assim tão importante e que, na realidade, nenhum problema, dor ou sofrimento existiam de verdade.

Mas aí, geralmente já é tarde, e eles voltam para casa.

E levam Amor, o criam. Isso sim é impressionante. Não aquele amor que buscaram a vida toda, externo, que depende de alguém mais. Não esse, um muito maior, inexplicável e pleno, que os carrega pelos ventos solares, através dos limites do universo, iluminando a imensidão minimalista de onde estamos todos. Que brilho! E eles nem se dão conta disso. São umas bestas mesmo!

Mas foi essa enorme divindade humana que me atraiu até este pequeno planeta, cheio de outros tantos como eu e alguns humanos perdidos, prontos para experimentarem essa plenitude, a liberdade de não ter que se preocupar com nada, à beira de descobrirem que não há nada além para fazer a não ser... Gozar! E viver para sempre, sem problemas, sem dor.

E eu gostei tanto daqui que nem quero mais voltar.
Mas ainda há tanto para arrumar...
 



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