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O messiasQuarta, 18 de Junho de 2008* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Tanta espera, tanto anseio pelo tal Messias que não chega. Mesmo depois de ler e reler as ilusões daquele autor que adorava gaivotas, mesmo depois de confundir meus desejos de busca pelo divino, ainda estou aqui, na mesma, esperando pelo messias. Tentei seguir as palavras do mais famoso, que se permitiu à cruz criando o maior marketing da história humana (pelo menos da civilização atual). Em vão. Ele também estava brincando. E pensar que todos estamos brincando... Pelo menos foi o que Ele disse. Mas bem que podia ser só mais uma piada. Enfim, caminhei por terras sagradas, chamei às margens de rios e lagos e... NADA. Cadê a porra desse salvador? Esse guia que nos conduzirá ao paraíso? Pois é, chego a pensar que paraíso nem existe. Como poderia existir se nossos pensamentos e sentimentos por aqui são tão infernais? Tantas guerras pessoais, dramas e sofrimentos desnecessários. Que paraíso resistiria a tanto medo? E abandonei a busca, assim como abandonei a sensação de saber que TUDO faz parte dessa mesma história que escrevo, junto a você e a todos os outros que, como nós, ainda guardam no fundo das esperanças quase esgotadas, a fé de que encontraremos sim um messias e, ironicamente, veremos que seu rosto é um reflexo do nosso próprio. Tá certo, preciso admitir, ainda não desisti!
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Ivan Volpe | um já regressou
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