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"O fístula de Wolfsbürg" – Resenha crítica

Sábado, 22 de Março de 2008

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Não há arestas a serem aparadas no “O físulta de Wolfsbürg”, o livro precisa ser refeito por completo.

Entendidos alardeiam sobre a impertinência de concluir críticas logo na primeira frase. Dizem que quando isso ocorre, há desvalorização total e completa tanto do autor do livro criticado como do autor da crítica, esvaziando por completo o seu conteúdo.

Retardar uma conclusão tão óbvia e inevitável além de eufemismo do gordo, se mostra o mais profundo mau gosto.

Ninguém precisa perder tempo em “O fístula de Wolfsbürg”, quanto menos com sua resenha crítica. Portanto se ainda está lendo isso aqui, deve parar imediatamente.

Vejo que os avisos não foram suficientes. Doravante, ao menos, me livro da responsabilidade pela qualidade do que será dito, não por mim, mas pelo autor de “O fístula de Wolfsbürg”, o qual não divulgarei o nome em respeito aos apelos de meus advogados.

“O fístula de Wolfsbürg” é uma sucessão interminável de erros, que vão do título ao padrão de impressão, passando pela história, pelos personagens, pela imprecisão do narrador e tenho certeza que, se for investigado, deve se estender pela distribuição, tradutores, lojas em que se pode encontrar este livro.

“O fístula de Wolfsbürg” é a prova de que a Inquisição não estava errada em queimar algumas obras. Igualmente mostra a necessidade de não haver a erradicação do analfabetismo. Oxalá tivesse eu a sorte de não saber o que estava escrita naquelas malfadas linhas. Agradeceria à Jaga se o autor não soubesse escrever.

Certamente a Marquesa de Marteuil jamais escreveria ao Visconde de Valmont ou para o Conde de Gercourt, se não fosse para maldizer tal livro.

Estácio e Virgílio não perderiam um segundo de suas próprias vidas ou da vida do outro para comentar “O fístula de Wolfsbürg”, mesmo estando próximos do décimo círculo.

Nem mesmo lady Middleton se masturbaria ao ler as partes mais picantes deste livro e, sequer, recomendaria que Scarllet ou Elionor o fizesse.

Importante concluir este apontamentos lembrando de não mencionar a editora do livro, que certamente, terá um futuro curto, se é que existe futuro para ela. Ademais, não se deve mencionar qualquer informação que permita facilidades a identificar um livro tão medonho. Tanto que peço, aquele que se deparar com “O fístula de Wolfsbürg” que corra e só pare quando não mais lembrar-se do motivo que o levou a correr.



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