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Novas regras, tudo de novoQuarta, 30 de Maio de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor E eis que a FIFA proibiu a realização de jogos internacionais a mais de 2.500 m de altitude. O Evo Morales, que não é bobo nem nada, acendeu o cachimbão da guerra e já falou que não gostou nada da atitude da entidade. Imagino até que ele já queira privatizar a casa do Blatter, lá na Suíça. E é melhor não duvidarem disso.Mudanças nas regras do futebol, invariavelmente, geram polêmica. Entre os que defendem a manutenção total do jogo como ele é disputado hoje até quem deseja inserir chips na pele dos jogadores para identificar se eles estão impedidos ou não eu, como um bom mineiro (estranho, por que nasci em São Caetano do Sul), ficou com o meio termo. Como defensor do futebol como puro ato de lazer que tem como objetivo único entreter o povo, apóio a mudança de algumas regras sim, mas coisa simples, bem de leve. E que se for para mudar, que seja para causar mais polêmica ainda, e não menos. Por exemplo: para mim, a falta devia ser marcada apenas onde ela é consumada, e não feita. Ou seja: se o zagueiro der um pontapé no atacante na linha do meio campo e ele conseguir rolar até a grande área, é pênalti. Onde ele parar, o juiz marca a falta. E para impedir isso, os outros zagueiros podem fazer bolinhos sobre o atacante. A regra é ótima, emocionante e certamente popularizaria o “soccer” nos Estados Unidos, pois o jogo ficaria muito parecido com o futebol deles. Outra boa regra foi sugerida pelo Costela, que escreve aqui todas as terças. Se um jogo for para os pênaltis e empatar após as cinco primeiras cobranças, ele deve ser decidido no “shout out” – aquela parada em que os jogadores têm de correr do meio de campo com a bola dominada e têm poucos segundos para enfiar a pelota no gol. O quê? Você não acha graça? Então procura uns vídeos desses no YouTube. É emocionante demais. A regra do impedimento também tem de ser mudada, já que ela já perdeu a graça. O jogador só deveria ficar impedido em certos setores do campo, como na meia lua ou na parte lateral entre a pequena área e a grande área. De resto ele estaria liberado, o que daria toda uma nova dinâmica ao jogo, não? E ele também não poderia ficar mais do que cinco segundos na pequena área, tipo a regra do basquete com o garrafão. Imaginem só a avalanche que rolaria na hora de um escanteio? Coisa fina. Outra regra também que tem todo sentido de existir é a da bola que entra por fora da rede. Para mim, se entrar é gol e acabou, não importa por onde. Ninguém mandou o juiz não ver antes se a rede é forte ou não para impedir isso. Inclusive, eu acho que os times poderiam manter diversos gandulas em volta da rede, do lado de fora, para impedir que as bolas entrem. Isso sim seria sensacional. Bom, com essas mudanças simples das regras, acho que o jogo ficaria bem mais divertido. E se você tem mais algumas sugestões, escreva aí embaixo.
Tá lá um corpo estendido no chão por
Dr. Peçanha | balançaram as redes
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