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Nem tudo é o que parece
Nem tudo é o que parece
Terça, 11 de Dezembro de 2007
* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor
- Maurício, a Viúva Negra mandou te chamar. Diz que está te esperando.
A Viúva Negra era uma mulher enigmática. Pouco se sabia sobre ela na vizinhança. Mas muito se falava. Ainda não devia ter chegado aos 30 anos e já era viúva. Obviamente, ela tinha matado o marido. Era o que todos falavam. Morava sozinha. E era a maior gostosa da América do Sul. Isso era fato.
Depois de ter vestido o luto, a Viúva Negra acabou pegando gosto por dar cabo de seus machos. Havia matado todos que transaram com ela. Sempre logo após a cópula. Era o que todos falavam.
Maurício acreditava em tudo. Mas o fato era que ela era gostosa pra burro.
- E aí, Maurício? A Viúva está esperando. Parece que chegou a sua hora, amigo.
Alguns amigos tentaram demovê-lo da idéia. Argumentaram que não valia a pena, que uma trepada não se paga com a vida. Mas não se recusa um chamado da Viúva Negra. Em transe, Maurício só voltou a si quando já estava na porta da devoradora de homens.
Quando a mulher abriu a porta, vestindo uma camisola preta, quase transparente, Maurício quase não pôde acreditar que uma lenda urbana pudesse ser tão gostosa. Ele suava frio e tremia. Ela o puxou pela mão e foi andando à sua frente.
Foi quando Maurício pode vislumbrar a bunda da Viúva, apenas parcialmente coberta pela curtíssima camisola. Aquilo foi a gota d’água.
Livrou-se das garras da Viúva e correu porta afora. E correu mais um quarteirão todo.
Quando encontrasse os amigos, vivo, todos saberiam que ele não tinha transado. Mas conformou-se. “Com uma bunda daquela, só podia ser traveco”, pensou.
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