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Mais apelidos, menos boiolice

Quarta, 24 de Janeiro de 2007

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Amanhã, a Copa São Paulo chega ao fim tendo o São Paulo mais uma vez como um dos times de maior destaque. Com uma incrível capacidade de organização, o tricolor é disparado a equipe brasileira que mais sabe fazer (e vender) jogadores. Vide a nota preta que lucrou com incríveis enganações do tipo Denílson, Jameli, Caio, Bordon e por aí vai. Mérito para o pessoal do Morumbi.

Neste ano, porém, encabecei particularmente uma campanha para todos torcerem contra os “menudinhos” tricolores, inclusive os são-paulinos. Motivo? Uma reportagem que eu vi na qual a diretoria do São Paulo proibiu apelidos entre a molecada. Aí eu pergunto? Que merda é essa? Depois os caras ficam bravos que os rivais os hostilizem como bambis.

Onde já se viu, na terra de Pelé, Didi, Dudu, Kaká, Dadá, Tosão, Zico, Ronaldinhos (Gaúcho e Fenômeno), Dinamite, Robinho, Neto, Maravilhas (Fio e Túlo), Bebeto, Diamante Negro, Pequeno Polegar e por aí vai proibirem apelidos? Imagine só a escalação do São Paulo daqui uns anos: Pedro Henrique, Paulo Octávio, Maurício Fernando e Ricardo Lucas; João Gabriel, Wendel (todo time de novatos tem um Wendel), Marcos Vinícius e Michel Adriano; Felipe Diego e Luís Fabiano.

Ah, fala verdade? Não dá, fala aí! O São Paulo é o time mais organizado do Brasil e tal, mas tem horas que eles exageram. E é bom dizer que isso não leva a nada, tanto que o gol do título mundial de clubes do ano passado foi marcado pelo Gabiru. Substituto de um tal Alexandre Pato, a maior promessa do futebol brasileiro no momento. Acorda bambilhada!

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Vale lembrar que o time grande paulista mais tabajara no quesito revelação é o Palmeiras. Tanto que o Verdão jamais ganhou uma Copinha. Lá, só deve ter escolinha para goleiros, porque Leão, Zetti, Marcos e Diego foram formados na Academia, entre outros. De resto, muito pouco.

No quesito apelido, entretanto, o Porco vem superando de longe os adversários. Além de Willian Wallace, o Coração Valente, as equipes de base palestrinas trouxeram para o mundo no futebol somente nos últimos três anos o incrível trio Love, Zé Love e Lovinho. Sensacional. Pena que o único deles que sabe jogar bola foi parar na Rússia.

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O Campeonato Paulista começou bem para todos os times grandes. Tanto que já temos o novo Viola (Jaíslon) no corinthians, o novo Raí (Caio) no Palmeiras, o novo Ronaldinho (Hugo) no São Paulo e o velho Antônio Carlos (ele mesmo) no Santos. Faz tempo que a coisa toda não ficava tão parelha. Bacana, emoção à vista.

Tenho a impressão que um monte de fenômenos inexplicáveis fará com que os clássicos deste campeonato tenham uma lotação absurda, algo que há muito não rolava. Será que o Paulistão ganhará charme novamente? Tomara que sim. E que a revelação seja alguém com um apelido ridículo, bem ao gosto do nosso histórico conceito de futebol-arte.
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Esta coluna é uma campanha mundial pela preservação dos apelidos no mundo do futebol. Portanto, escreva aí embaixo o apelido do jogador que você mais gosta e pusquê. Vale até apelidos dados por você, tipo Cabeça de Cotonete (Rivaldo), Piu-Piu Monstro (Paulo Nunes) e por aí vai. Manda bala! 



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