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Luxemburgo vs Marcelinho CariocaSábado, 26 de Maio de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor “Você é moleque e você é safado. Você não é profissional”. Quando a discussão teve início, vi que ali tinha muita água pra rolar; a coisa tinha potencial pra ir longe. As ofensas mais pejorativas ainda nem tinham sido pronunciadas e a briga já estava engraçada. “Cansei de tirar mulher do seu quarto, seu safado”, atacava um. “Pelo menos eu não tenho uma CPI nas costas”, rebatia o outro.Enquanto o treinador Vanderlei Luxemburgo e o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca quebravam o pau em rede nacional, na TV Band, os outros participantes da mesa (ex-jogadores Neto e Muller – que também nunca foram muito flor que se cheire) apenas assistiam aos insultos sem meter o bedelho. Não sou um cara que gosta de briga. Sempre que pinta um entrevero, procuro apaziguar a situação. É meio instintivo. Algumas pessoas costumam achar divertido acompanhar os confrontos alheios. Eu, ao contrário, geralmente considero deprimente. Porém, aquela briga era diferente. Era como ver o George Bush brigando com o Tony Blair. Não havia motivo para impedir que eles se detonassem. E pelo histórico construído por esses dois personagens brasileiros ao longo da vida – futebolístico e pessoal – seriam necessárias muitas horas de discussão para que cada um revelasse os podres do outro. “Você se esconde atrás da religião”, prosseguia Vanderlei. “Você empresaria os jogadores”, alfinetou Marcelo. Para evitar que a coisa fosse ainda mais além, o apresentador do programa, Datena, interferiu: “Vamos chamar os gols do interior para que eles não saiam na porrada aqui”, disse – numa postura que destoa do tipo que ele faz questão de sempre enfatizar na TV. Por isso, logo se redimiu. “Se vocês querem se matar, depois tudo bem. Mas só depois do programa”, recuperou-se... Em atrito físico, os dois esquentadinhos não chegaram às vias de fato. Quer dizer, em termos de agressões não chegaram a ter contato físico. Já sexualmente falando não posso garantir nada. Afinal de contas, um homem maior de idade que calça menos de 36 e tem apelido de pé de anjo deve ter, no mínimo, os hormônios femininos aflorados. Por sua vez, um treinador que tem verdadeira obsessão por atletas do nível do Fabiano e do Maldonado também levanta suspeita. Entretanto, sobre a intimidade de Vanderlei Luxemburgo com Marcelinho Carioca ainda não surgiram boatos. Mas eu não duvido que eles já tenham rezado algum pai nosso de mãos dadas. E se tratando dessas duas polêmicas almas, revelações dessa categoria podem vir à tona a qualquer momento. Basta participarem de mais uma mesa redonda e darem tempo para o Marcelo citar o episódio da manicure. Daí a coisa fica bem íntima e as colocações de ambos (ui) podem descambar pra todos os lados. |