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Julius GruyèreQuinta, 16 de Agosto de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor As pessoas fazem as coisas mais sem sentido para tentar atingir um grau qualquer de iluminação. Isolam-se em lugares como o Himalaia, vão para regiões ainda desconhecidas da Índia, passam um ano atravessando o Saara. Julius Gruyère, por exemplo, cismou que ia descobrir qualquer coisa no trecho mais gelado da Sibéria.Tudo que levou foi um bloco de papel para escrever o seu grande livro. Só quando chegou lá percebeu que havia esquecido de levar uma caneta. Como não sabia falar "caneta" em russo, não tinha como pedir uma emprestada para alguém. Por outro lado, mesmo que soubesse falar russo não faria diferença - provavelmente os ursos e alces que habitavam o lugar não entenderiam. Considerando que dificilmente eles também teriam uma caneta para emprestar, Julius precisou improvisar com o que tinha à mão. Com um pedaço de galho, uma faca rudimentar e cones de controle de trânsito, fez uma máquina de datilografar. Começou a escrever todos os seus pensamentos no bloco. A maioria deles se referia ao uso correto do chapéu-coco, mas continuou insistindo. Tinha a impressão de que a qualquer momento viria a tal da iluminação. Veio a iluminação e ele pegou o avião de volta pra casa. Não conseguiu publicar seu livro de revelações, porque todos os editores diziam não haver público para aquilo. Mas em compensação lançou um manual de etiqueta no uso do chapéu-coco em quinze volumes que fez bastante sucesso.
De acordo com
Daniell Rezende | Comentaise!
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