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Intervalo pro caféSábado, 24 de Março de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Peguei-me ainda há pouco pensando na garota com corpo dançante e cabelos ao vento, reluzentes ao Sol tímido de uma tarde fria na santa Sé de Sampa. Ela passa pelo lado de fora da janela, mexendo com os dedos e com as pulsações de todos ao redor: os homens paralisam-se e as mulheres ficam aflitas diante tanta graça. E ela se vai do mesmo modo como veio, sem avisar, sem parar, sem prestar atenção no tumulto que causa dentro deste já maduro coração. Sinto como que um toque, o vento toca em sua saia ao virar a esquina para a eternidade e ela some em meio aos ladrilhos, levando junto com sua bolsa e seus colares, um leve suspiro, que me separa do sonho a uma xícara de café sem açúcar.
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Ivan Volpe | Fale bem, mal... Fale alguma coisa
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