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Final argentina

Quarta, 13 de Junho de 2007

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Depois de duas finais brasileiras seguidas (Internacional e São Paulo e São Paulo e Atlético-PR), a Copa Libertadores da América finalmente terá uma final argentina. Afinal, o Boca Juniors é o time mais argentino da Argentina e o Grêmio, o mais argentino do Brasil.

Tudo leva a crer que a batalha campal que começa hoje na Bombonera e termina semana que vem no Olímpico será, literalmente, uma batalha campal. De um lado, onze brucutus liderados por Riquelme e uma torcida que gosta de ficar jogando rolos de papel higiênico no campo só para atrasar o início da partida e irritar o adversário. Do outro, onze volantes que, há pouco mais de um ano, viravam um jogo nos últimos minutos com apenas 6 jogadores para cima do Náutico e garantiam o acesso à primeira divisão do Brasileiro. Dá-lhe avalanche, forma como os gremistas comemoram os chorados gols do seu time. Por sinal, um time de refugos que deu certo, algo que os sulistas vêm se especializando.

Nesta semana, recebi um e-mail do Fábio Inverídico, que escreve por aqui todas as segundas, dizendo que o jogo será 5 a 1 para o Boca na Argentina e 5 a 1 para o Grêmio no Brasil. A disputa chegará empatada a 31 pênaltis, quando então os capitães decidirão rachar o título (após muita pancadaria, claro). Isso geraria, num futuro próximo, a união dos clubes como o nome de Grêmio Juniors ou Boca de Futebol Porto Alegrense da Argentina.

Ouso acrescentar, caro Fábio, que todos os gols serão horríveis, impedidos, no último minuto e de mão. Sim, os seis gols das duas partidas serão no último minuto. Além disso, dos 31 pênaltis, 28 de cada lado baterão na trave, um cada goleiro pegará, um cada time chutará para fora e apenas o primeiro será convertido em gol.

Antes dos times juntarem, eles quebrarão o troféu no meio acertando a cabeça de algum adversário. Ou mastigarão seus pedaços para que nenhuma equipe leve a lembrança para casa.

Finalmente, após a união, Boca e Grêmio usarão um uniforme azul, amarelo e branco, com listas verticais e horizontais. E aí, não resta dúvida: eles vão disputar o campeonato...uruguaio.

Preparem-se, moçada. Hoje à noite o futebol sul-americano mudará para sempre. E que sobrem câmeras inteiras para contar a história.


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