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É ponto de vista.Quinta, 8 de Fevereiro de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Não dava pra acreditar nele. Era óbvio de mais que era mentira. Mas não havia maneiras de evitar. Minha mente dizia: “Márcia, acorda! Não acredite nisso”, mas meu corpo não falava nada, limitava-se a gemer miudinho, já entregue esperando ainda mais prazer.Claro que o corpo estava ganhando a briga com a mente. Acontece que sempre fui séria demais. Procurei desde cedo estudar, trabalhar, casar bem. Por um tempo tudo foi bem, mas ali, naquele momento eu sentia fome. Só fome. Não queria saber de trabalho, filho, marido. Queria continuar ser enganada por aquele rapaz. Ele dizia coisas óbvias, coisas burras, mas fazia mais de 15 minutos que não ouvia uma só palavra. Apenas olhava de quantas maneiras eu o faria me chupar e se ele realmente conseguiria me fazer sentir todo o prazer que estava precisando. Os jovens hoje são mais frouxos. Querem mais e mais mulheres, mais e mais sexo, e não se preocupam com a qualidade em nada. Vem, faz e somem. Sexo fast-fuck. Uma merda. O mercado está a favor deles. Não há como negar. Mas há como fazer com que caprichem mais. Estas mocinhas novas não sabem de nada. Pessimamente comidas. Eu faço um favor para elas em pegar estes rapazes e dar um belo trato. Ensinar o que nenhuma escola ensina. Só um bom chá de xola. Esse aí não vai agüentar 20 minutos. Hum... se falasse um pouco menos e agisse um pouco mais... seria menos pior. “Ai, sabe, não quero parecer chata, mas este lugar está me entediando. Porque você não me leva para o seu apartamento?”... “Só tem um problema, moro com meu amigo”. “Só você e ele?”. “Sim!”. “Ele tem namorada?”. “Sim”. “Ela está lá com ela?”. “Não, ela foi pra Campos”. “Então não tem problema nenhum meu bem... a não ser que você seja ciumento”.
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