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DividendoSexta, 18 de Abril de 2008* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor A euforia continua.Se sente como um adolescente de 18 anos. Passaram seis meses do divorcio. Altas baladas. Altas horas. Altos romances furados. Esbórnia. O dono do pedaço. Estardalhaço. Preferiu não mudar, ignorou os problemas. O vácuo espera na sala, de frente pra TV. Fantasias ludibriam a verdade. Mentiras e mais mentiras. Não foi, não é e não será fiel aos seus sentimentos. Ainda não se deu conta de que cultiva o vazio. Talvez seja tarde demais. Já não dorme. A cabeça no travesseiro borbulha um passado mal resolvido. Pudera, sempre fez tudo no “jeitinho”. Acaba dormindo sozinho. Não suporta a solidão. E se adere a qualquer cordão. Transviado, simula situações que remetem ao passado perdido. Só ele não percebe. Anestesiado. O coração cansado não se manifesta, emudece. Dissimulado não alcança a solução. Envolve terceiros, tropeça. Ouve Legião Urbana, não chora, é macho. Mas o seu semblante relata o condenado. Me nega um abraço e me enche de detalhes sórdidos.
em prosa e verso por
Mariana Menezes | Comentários
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