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De volta à Sala de Justiça...Segunda, 9 de Junho de 2008* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Uma chacina na periferia da Zona Leste, uma manifestação de rua no Centro, um acidente de trânsito na Zona Oeste.Demorou, mas chegou a hora de retornar ao Morfina - confundido por alguns com o site dos fãs do Benito di Paula - para escrever sobre o tema que escolhi para chamar de meu: São Paulo, a cidade onde tudo pode acontecer. A ironia maior é que justamente por causa desta cidade é que não consigo escrever mais neste blog travestido de site literário. Sim, porque, antes de escolher o tema do Morfina, o destino quis que eu padecesse nesta filial do inferno. E como eu fui fazer um ’xis’ nos quadradinhos errados, optei por ser jornalista em vez de ter uma vida decente. Ou como definir isso? São dez e cinco da noite de um domingo e eu estou aproveitando uns minutinhos de relativa tranqüilidade na redação. Nas TVs, o ’Fantástico’ avança, enquanto monitoro a internet, rezando para que mais nada ocorra hoje. Ao meu lado, uma lista de dez páginas com todos os telefones da polícia e dos bombeiros. Antes de sair, ainda devo encarar a ronda, ligar e ver se há algo rolando em algum ponto da cidade ou alguns municípios vizinhos. Num plantão como o desse final de semana, que pode ser considerado bem calmo, o balanço foi: dois idosos foram mortos por cães pit bull no interior; skinheads espancaram um PM na Augusta; no Itaim Bibi, uma modelo se feriu num acidente de carro, que matou um advogado que dirigia o veículo; quatro foram baleados em Barretos; outro morreu numa brincadeira de roleta-russa em Sorocaba... Paguei minha cota assim: sábado, um pulo no Deic, domingo, numa delegacia em Santo André. Hoje, a semana já recomeça e tenho que tentar virar uma matéria até quinta-feira sobre... porra, é trabalhosa e, por enquanto, meio sigilosa. Já estou com certa preguiça só de imaginar. É como digo, atenção, vestibulandos, não se iludam com o jornalismo. Bom, mas antes, vamos logo à ronda, tô louco para ir embora...
escrevi e saí correndo:
Fábio Inverídico | Um comentário
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