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Customização da Tragédia
Customização da Tragédia
Sexta, 27 de Julho de 2007
* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor
“O abismo do sentido. Grandeza e decadência do político. A maioria silenciosa. Nem sujeito nem objeto. Da resistência ao hiperconformismo. Massa e terrorismo. Sistemas implosivos e explosivos.” Jean Baudrillard
É sempre assim.
Parece que virou até moda.
Um modismo de conformismo absoluto. Etc. Nenhuma reação.
Uma bala perdida ali. Um avião caindo acolá.
Saio à janela.
Crianças brincam de roda. Lembro da infância. Do chiclete ploc, do pé no chão. A rua debaixo era de terra.
Adoro terra. Aquela terra vermelha do interior. A que encarde o pé. A que fica debaixo da unha.
Infância é bom.
Os movimentos não são mais os mesmos. Nem as brincadeiras. As reivindicações mudaram o rumo. Ou estarão sem rumo? A flecha certeira da ignorância.
O poder bélico longínquo aterrisa. O umbigo como personagem principal. No alto do castelo do excêntrico, encanta e espanta o que faz de conta. Explode.
Explode de “front” a parede da hipocrisia. Danos irreparáveis.
Nascer de novo? Pode ser!
Todo bem é bem-vindo, não importa a quem. Gentileza gera gentileza. Façamos de nossas possibilidades os pequenos detalhes.
Como diz o amigo morfinístico “toda indignação e digna”. Que nossa dignidade fique estampada na porta da frente do nosso coração.
É hora de abrir os olhos.
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