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Cagou, Levou!

Segunda, 16 de Junho de 2008

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Meu lugar favorito em qualquer bar, boate ou festa em casa de amigos, é, como muitos devem imaginar, o toalete. Feminino, claro. Mas não dentro – seu pervertido!!! – e sim do lado de fora da porta.

O barato de observar a saída do toalete feminino está na insegurança da mulher pós-toalete. Reflitam comigo: horas se empetecando em busca do penteado perfeito, o vestido cuidadosamente silhuetando a cintura, perfume e tal. Tudo isso diante de um espelho de mais de metro, corpo inteiro, além do eventual espelhinho côncavo que permite ver até os poros mais submersos da cara ou ainda – juro que já vi! – jogos completos de espelhos para a moça poder se conferir 360 graus, tipo 3D. Tudo isso para, antes da segunda cervejinha, ver-se obrigada a desfazer todo o circo pra sentar no vaso porque não tem pipi.

Mas não deixa de ser uma oportunidade para o time dos meninos. A fêmea levanta da mesa, toda esnobe, cheia de si, para ir ao toalete, ciente que todo olho masculino vai acompanhar seu rebolado até onde a vista alcançar – e ela tem razão! Mas o que ela não espera é que você esteja na saída, de olho. Isso porque ela, no toalete de boteco, não tem espaço nem espelho suficiente para um retoque tão perfeito quanto no vestíbulo de casa. Então ela sai menos confiante, insegura se a fivela do cinto está no lugar certo, se o zíper das costas segue comportado, se a calcinha não tá meeeesmo marcando atrás da saia creme.

Agora, quando a mulher demora muito e ainda sai excessivamente insegura, até mesmo meio envergonhada - muito embora não haja nenhum rasgo na meia, nem borradela de batom, cabelo descabelado, mancha de menstruação nas calças ou algo do gênero - aí é que pode partir pra cima confiante, ciente de que ela vai topar qualquer parada, mesmo com um cara feio e desinteressante como você: é que ela acabou de cagar.


O Aloísio que não é do campo é o Aloísio da Cidade | 2 leitores já mijaram neste póst