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Cadê meu bar?Sexta, 14 de Setembro de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Aconteceu na última sexta-feira, pleno Sete de Setembro. Meu filho tinha ido passar o feriado prolongado na casa da mãe, e eu, como sempre, me dirigi ao bar do Sinval, do outro lado da rua.Não, não era porque eu não tinha o que fazer. Várias mulheres tinham me convidado para sair, mas eu preferi manter a fidelidade das sextas-feiras aos amigos de balcão. Ok, ok, a parte das mulheres é mentira, mas tudo bem. Isso não é nada importante. Atravessei a rua e fui ao encontro das brahmas. Para minha surpresa, o Sinval não estava lá. Um senhor limpo, acompanhado por mais duas pessoas, lavava o bar. A mesa de sinuca também não estava. Do apontador do jogo do bicho, nem sinal. – Cadê o Sinval? – Vendeu o bar. Estou assumindo. Vamos mudar o ponto. Agora, vai ser um lugar mais família. Você vai poder trazer sua mulher, sua namorada... Vai ser bem melhor. Deu uma vontade louca de dizer que não sou casado nem tenho namorada. Vou para o boteco para beber, fazer uma fé no bicho e assistir a uma peleja de sinuca. Mas achei melhor não decepcionar o novo dono. Afinal, os empreendedores já são tão mal-tratados pelo governo... – É, vai ser bem melhor – confirmei, sem demonstrar empolgação. Voltei para casa. Sem bar. Sem destino. E agora? Qual vai ser o futuro desta coluna? |