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Balanços e prognósticos

Quarta, 12 de Dezembro de 2007

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Em 8 de agosto de 2007, duas rodadas antes de acabar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro, arrisquei qual seria a classificação final. Dêem uma olhada:

1. São Paulo
2. Santos
3. Botafogo
4. Palmeiras
5. Vasco
6. Grêmio
7. Paraná
8. Cruzeiro
9. Goiás
10. Atlético-MG
11. Fluminense
12. Internacional
13. Corinthians
14. Figueirense
15. Sport
16. Flamengo
17. Náutico
18. Atlético-PR
19. Juventude
20. América

Algumas barbadas se confirmaram. São Paulo em primeiro, Santos em segundo, América em último, Juventude rebaixado. Com Grêmio e Palmeiras também cheguei perto de acertar, embora o alviverde não tenha conquistado a classificação para a Libertadores. Fora isso, Figueirense, Sport, Inter e Atlético-MG realmente ficaram em posições intermediárias.

Agora, reparem bem na posição que eu chutei para o Paraná: sétimo. Algo mudou muito por lá ou o colunista é muito orelhudo. Ou as duas coisas, mesmo porque deixei o Flamengo perto do rebaixamento. E o time acabou em terceiro. Tsc, tsc... Lamentável. E o que falar então do rebaixamento que eu apliquei ao Atlético-PR? E do Goiás em nono?

Reparem agora na seleção do campeonato que eu escolhi ao fim do primeiro turno:

Diego Cavallieri (Palmeiras); Paulo Baier (Goiás), Alex Silva (São Paulo), Miranda (São Paulo) e Kléber (Santos); Josué (São Paulo), Túlio (Botafogo), Dário Conca (Vasco) e Valdívia (Palmeiras); Dodô (Botafogo) e Josiel (Paraná). Técnico: Cuca (Botafogo)

Aqui, pelo menos, as opções não foram tão ruins. Na época, ainda citei alguns destaques, como Felipe (Corinthians), Breno (São Paulo), Pierre (Palmeiras), Alex (Inter), Thiago Neves (Fluminense). André Lima (Botafogo), Guilherme (Cruzeiro), Carlos Eduardo (Grêmio), Kléber Pereira (Santos) e o técnico Dorival Jr. (Cruzeiro). Alguns deles se concretizaram, mas surgiram outros bons nomes, como Leonardo Moura, Ibson, Acosta e Leandro Amaral.

De qualquer forma, acho que mudaria apenas umas três peças em relação à seleção do primeiro turno. Além, é claro, do técnico. Muricy e Joel Santana superaram o Cuca. Que, como sempre, terminou o ano chorando.

Agora que o ano acabou, faço um balanço mediano do Brasileirão. O campeonato foi bacana, emocionante, gostoso. Principalmente na parte inferior da tabela. Mas o que pesou para o lado negativo da balança foi a falta de grandes revelanções. Sempre acho que uns três grandes nomes surgem no Brasil entre uma Copa e outra, por isso nossas seleções são sempre tão diferentes nos Mundiais. Mas tirando o Alexandre Pato (que na verdade é de 2006) e de uma grande legião de goleiros, 2007 passou batido em termos de nomes realmente absolutos para chegar ao time de Dunga.

Tomara que 2008 e 2009 sejam melhores em relação a novos talentos. A previsão, entretanto, não é das melhores. O timinho que deve disputar a Olimpíadas não promete nada. Mas, quem sabe o Dunga não faz algum milagre? Eu duvido muito, mas, como deu para ver com a classificação aí em cima, não sou o melhor dos videntes. Sou, aliás, tão orelhudo quanto os quase 200 milhões de técnicos espalhados pelo Brasil. Um pouco menos que o Dunga, talvez.

Tá lá um corpo estendido no chão por Dr. Peçanha | E que golaço