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Viajar é a melhor coisa do mundo - Parte I

Quarta, 24 de Setembro de 2008

Eu vivo repetindo esta frase. Mas viajar pode ser uma experiência absolutamente desagradável, dependendo da sua sorte em escolher hospedagem, restaurante, transporte.

Recentemente passei por duas experiências bastante irritantes. No texto de hoje conto o que rolou com a TAM. No próximo, a história de uma pousada.

Tinha uma viagem marcada para Miami, de trabalho, numa sexta à noite. Havia outros colegas no mesmo vôo, e o aeroporto não estava tão caótico como de costume, mas a fila da TAM estava particularmente lenta.
Chegou minha vez de fazer o check in, e a atendente foi bastante ríspida quando perguntei se a demora era por conta de problemas de sistema, ou se estava tudo normal. Pedi para ela colocar o número do meu cartão fidelidade, e perguntei se havia assento na janela. Ela mal respondeu.

Viajei em um dos assentos do bloco central do avião. Chegando em Miami, onde já morei, e já entrei e saí diversas vezes, me barraram na polícia. “A senhora não consta no sistema”. Como assim? Pois é, o passaporte não conta no sistema, e isso acontece quando há erro da companhia aérea.

Fiquei pelo menos uma hora numa salinha onde ficam os supostos “ilegais”, esperando alguém resolver o meu problema. Chegou uma moça da TAM, e me confirmou: “seu nome não foi inserido na hora do check-in, portanto, é como se a senhora tivesse vindo clandestinamente. Mas estou tentando entrar em contato no Brasil para confirmar seu check-in de ontem à noite”.

Todos os colegas já tinham saído, e eu estava lá, passando por clandestina.

Meia hora depois, ela finalmente conseguiu fazer contato e confirmaram que havia sido um erro pelo qual a companhia aérea pagaria – inclusive uma multa à aduana. A pessoa da TAM não havia passado meu nome (nem computado meu número de fidelidade, como vim a descobrir mais tarde). Isso me foi dito, com todas as letras, pela funcionária TAM que ali estava e por uma pessoa da polícia americana.

Eu escrevi à TAM sobre esta agradável experiência, pedindo algum tipo de indenização.

Não só não obtive indenização alguma como faltou compreensão e boa vontade por parte deles. Recebi respostas absurdas do serviço Fale com o Presidente, onde dizem, entre outras coisas “Compreendo as suas considerações, mas devo ressaltar que seu atendimento no vôo JJ 8090, São Paulo/Miami, de 18/07 foi efetuado corretamente e as informações necessárias foram registradas em nosso sistema.
Esclarecemos que as fiscalizações de rotina são realizadas pelas autoridades policiais norte americanas, não havendo qualquer interferência das companhias aéreas.”

Isso porque me foi dito por uma funcionária da empresa que havia erro deles.

Foram 3 trocas de email entre nós, todos com respostas neste nível.

Eu era fã da TAM. Hoje, não recomendo mais. São caros e estão pouco se importando com a experiência que geram numa viagem. Para quem ama viajar, não faz mais o menor sentido continuar pagando o que eles pedem para receber isso em troca.



devaneio de: Sil Curiati | 3! E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais!