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Os britânicos e os mineirosQuinta, 19 de Junho de 2008
Por muito tempo eu me perguntei quando chegaria a hora de algum corajoso trazer o Muse para o Brasil. Parece que finalmente chegou esse momento. Dia 30 de julho eles tocam no Rio de Janeiro, no Vivo Rio, seguindo para São Paulo, onde se apresentam no HSBC Brasil no dia 31 de julho, e se despedem do Brasil com um show no Porão do Rock em Brasília, no dia 02 de agosto. Apesar de contar com fãs devotos no Brasil, o grupo está longe de ser um hit como é na sua terra natal. O que é uma pena, porque o som do grupo merece ser mais conhecido. Os três membros do grupos são amigos de infância, começaram a tocar juntos quando tinham apenas 13 anos de idade. Claro que ainda não eram conhecidos como Muse. Provavelmente não eram conhecidos como nada. Somente em 1997 se acertaram com o nome que carregam até hoje, um pouco antes de lançarem os primeiros singles e EPs que chamaram atenção de público e crítica. Seus álbuns oficiais, Showbiz (1999), The Origin of Symmetry (2001), Hullaballoo Soundtrack (2002), Absolution (2003) e Black Holes and Revelations (2006), foram ampliando os horizontes do grupo em termos de qualidade e abrangência. Somente em Absolution o público fora do Reino Unido começou a ter mais contato com o grupo e com o último disco eles conseguiram entrar no Top Ten. A progressão do público foi acompanhada de uma crescente coesão dentro das composições. Seu som, que mistura rock progressivo, eletrônica, um tanto da soturnidade e melancolia do Radiohead, e mais um tanto de experimetalismo, não é sempre de fácil digestão, mas cada um de seus lançamentos merece uma segunda audição daqueles que torcerem o nariz. Em especial Black Holes e Revelations, sem dúvida o melhor conjunto que eles já criaram. Nesse cd o Muse acertou em cada composição, mostrando tantas influências e particularidades de seu som que é praticamente um resumo do grupo. Ali estão as pesquisas de timbre do guitarrista e vocalista Matthew Bellamy e a parede sonora do baixista Chris Wolstenholme e do baterista Dominic Howard. Para aqueles que já conhecem o Muse, sem dúvida o show do grupo vai ser um instante memorável. Serviço: Rio de Janeiro - 30 de julho, às 22h São Paulo - 31 de julho Brasília - 02 de agosto
Eu tinha começado esse texto sem a intenção de falar mais nada além do show do Muse, mas esse quarteto mineiro me conquistou e tem dado o que falar, então acho que vale a pena espalhar um pouco a notícia. Eles são de Belo Horizonte, eles são o Ivan (voz e guitarra), o Velvs (baixo e piano), o Guto (guitarra) e a Pati (bateria), eles são roqueiros e, principalmente, como eles são sinceros. O rock do Dead Lover's chega sem frescura e sem rótulo. Dizer que são folk seria simplista, que são uma banda indie está correto, mas em termos, que são emo, hoje em dia parece palavrão e ainda correriam o risco de apanharem na rua. O fato é que eles falam de emoção e sentimento, mas muitas vezes de forma muito mais crua e direta do que muita banda com pose de rebelde. Falam o que precisam falar sem medo. Não por menos em uma das faixas eles vão direto ao ponto e cantam "I wanna fuck you all night long". São roqueiros e distorcem as guitarras quando precisa, são introspectivos em "No more dramas", seguem sem fórmula que não seja serem fiéis ao que estão cantando. Conheça o som deles em http://www.myspace.com/thedeadloverstwistedheart
Não dêem muita atenção ao
Tiago Barizon | 2 pessoas pitacaram
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