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Los Três Ramones
Los Três Ramones
Quarta, 6 de Agosto de 2008
Nesta sexta-feira, dia 8, um ex-Ramones se apresenta aqui em São Paulo, no Kazebre Rock Bar. É o CJ Ramone, que vem com sua banda Bad Chopper pra uma mini-turnê. Muita gente diz que ele é um “falso Ramone”, que teve que tomar aulas com os caras pra agir como eles no palco. E o engraçado é que, fisicamente, ele nem parece um Ramone mesmo!
Eu sempre adorei os Ramones, e uma das coisas mais legais do meu trampo é que tive a chance de entrevistar três deles! O primeiro – e mais freqüente – foi o Marky Ramone. Depois, ainda entrevistei o Johnny e o CJ.
Vou começar pelo baixista. Na época, acho que em 2001, o CJ estava no Brasil com o Bad Chopper, e foi divulgar o show. Não foi nada marcante, mas tive a prova de que o cara não parece mesmo um Ramone: ele estava mais pra um surfista bronzeado, com reflexos de sol no cabelo e regata branca. Dava vontade de falar: “e quem de vocês era dos Ramones?”.
Já o Johnny Ramone eu entrevistei por telefone. O assunto principal foi o lançamento do CD “We’re a Happy Family – A Tribute to Ramones”, lançado em 2003. Johnny foi o produtor, e o álbum foi uma homenagem não só à banda, mas também ao baixista Dee Dee, que morreu em 2002, e Joey Ramone, o vocal falecido em 2001. Johnny explicou que não era arrogante fazer um tributo à própria banda, já que os Ramones foram, mesmo, importantes pra música. Ele morreu alguns meses depois desta entrevista...
E o Marky Ramone, que veio ao Brasil umas 500 vezes, ficou amigo do meu chefe há muitos anos, e acabou virando figurinha fácil: precisa falar com um Ramone? Manda e-mail pra mulher do Marky que ele liga! Precisa de uma celebridade em Nova York? Fala com o Marky!
O mais legal é que o cara sempre, sempre, fala do mesmo jeito. Sabe a hiena pessimista do desenho “Lippy e Hardy”, que fala “Oh, dia! Oh, céus!”, com aquela entonação de quem está desmoronando? É igualzinho! Não que ele seja chato ou pra baixo. O Marky sempre foi simpático, mas parece que ele está zoando! O texto decorado dele era assim: “Hi. How are you today? How’s the old man doing? Say ‘hello’ to him” (Oi. Como você está? Como vai o “velho”? Diga “olá” pra ele.), mas diga isso beeem desanimado, como se fosse uma ladainha com a entonação despencando no final. Vai ser mais ou menos o que ele faz.
Melhor ainda foi quando o Marky Ramone veio ao Brasil pra tocar como convidado dos Raimundos, há alguns anos. Ele chegou no aeroporto com uma calça jeans rasgada, camiseta preta surrada e uma mala muito, muito pequena. No dia seguinte, no ensaio, ele estava igualzinho, mas suando a camisa na bateria. E no dia depois deste, ele fez o show com a mesmíssima roupa. E passou mais um dia, e Marky foi a um churrasco no sítio do “velho”, sem mudar de figurino!
Eu não queria estar do lado dele no avião de volta pros EUA...
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