Blogs do Morfina
Menu Lateral
Perticipe do Morfina Sobre o Site Fala com a gente Acesso o arquivo Participe do Morfina
Home > A Boa Vida > Listen to the “Muse” - Uma história em 4 partes

Listen to the “Muse” - Uma história em 4 partes

Terça, 5 de Agosto de 2008

 

Prefácio 

Nas últimas semanas, vivi uma experiência inédita. Acostumada a freqüentar shows de grandes ídolos, pela primeira vez fiz o caminho inverso: conheci uma banda nos quinze dias que antecederam ao concerto - do Muse, no dia 31 de julho, em São Paulo.

Ao invés de aquecer ouvindo clássicos, me deparei com uma música nova seguida da outra. O ritual faz parte do momento em que estou vivendo nos últimos anos: ou começo a conhecer coisas novas ou não tenho mais shows para ir na próxima década – por morte ou aposentadoria.

A banda

Caso não conheça Muse, posso dizer que é um trio inglês que está na estrada há 15 anos, mas alçou vôos maiores mais recentemente. Acumula diversas influências que, de uma maneira simplista, é como se colocássemos no liquidificador um vocal do Thom Yorke (Radiohead), uma pitada de Queen, riffs de metal, progressivo, elementos eletrônicos e dançantes.

Conheci. E gostei. Confesso que quando Matthew Bellamy abusa dos falsetes ou quando a levada é muito eletrônica meus cabelos na nuca se arrepiam (no mau sentido), mas digamos que o saldo foi mais que positivo.

O público e a casa

Talvez tenha sido devido à tamanha multiplicidade que – também pela primeira vez – fui a um show de rock em que o público não era uniforme. Roqueiros, alternativos, playboys e amantes dos embalos oitentistas dividiam a pista da casa.

Aliás, o próprio HSBC Brasil (ex-Tom Brasil) foi uma novidade. Pequeno, tem cara de lugares onde se faz festa de formatura, por isso conta com a vantagem de permitir uma boa visão de todos os pontos. Legítima representante da geração “666, the number of the beast”, ainda acredito que nada se iguala aos shows em estádios, mas espaços fechados têm mais chances de proporcionar um som mais claro.

O show

A introdução ficou por conta de um trecho de “Dance of the knights”, do Prokofiev, que preparou o clima para “Knights of Cydonia”, perfeita para abrir shows. Seguiu-se “Hysteria” (uma das minhas favoritas) e então pude perceber que eu era uma exceção: o público era aficcionado por Muse. Nenhuma música foi tocada sem coro e a pista pulou em compasso do começo ao fim. Impossível não se contagiar.

A produção do show era simples, mas apostou em fórmulas que dão certo: jatos de fumaça, luzes, telão com vídeos sci-fi e lisérgicos, além de grandes bexigas brancas com papéis picados.

O Muse é uma banda muito melhor ao vivo; mais pesada e com mais vida. Quem não foi ao show, pode dar uma olhada nos DVDs que estão chegando ao Brasil. As músicas foram escolhidas a dedo para empolgar o público e minhas únicas ressalvas são “Supermassive Black Hole” e “Invincible”; a primeira por sua terrível semelhança com uma canção da Britney Spears e a segunda pelo tom música-para-tocar-no-Live-8.

Também senti falta de “Assassin”, que ficou de fora do set list, mas “Stockholm Syndrome” no bis valeu.

Set list: Knights of Cydonia/ Hysteria/ Bliss/ Map of Problematique/ Supermassive Black Hole/ Butterflies and Hurricanes/ Citizen Erased/ Feeling Good (cover)/ Invincible/ New Born/ Starlight/ Time is Running Out/ Plug in Baby. Bis: Stockholm Syndrome/ Take a Bow.
 



datilografado por: Paula R. | revisado por 8