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Ofélia Parte I
Ofélia Parte I
Quarta, 16 de Julho de 2008
Desde pequena eu sou fascinada por cozinha.
Gostava mais de panelinhas para cozinhar as pedrinhas do parque da Rua Girassol que de boneca. Lembro que quando, aos 3 anos, fui operada para retirar as amígdalas, ganhei do anestesista um kit lindo de panelinhas que se encaixavam e eu carregava numa pilha, como marmita.
Um pouquinho maior, comecei a ter interesse por shows de TV relacionados à culinária. Ninguém me tirava da TV quando a Ofélia estava no ar, por exemplo. E pedi, num Natal, um conjunto de panelas como as que ela usava (na época, o must era ter T-Fal, novidade no mercado).
Agora, já maiorzinha (não muito em altura, diga-se de passagem), ainda sou fã dos shows dos cozinheiros e de programas relacionados à gastronomia em geral.
Hoje falo de um de meus favoritos, o Jamie Oliver.
Sempre acompanhei seus shows, e tenho seus livros. Adoro seu sotaque britânico e nem me incomodo mais com sua língua presa. Gosto quando ele fala “beeeeeeeeeeeautiful onions”, por exemplo, porque nunca achei cebolas lindas. Me empolgo para cozinhar quando o vejo fazendo com tanta destreza e sem complicação.
Claro que a gente sabe que os programas têm cortes, e que poucos pratos ficam tão maravilhosamente prontos em 40 minutos (porque parte do show ele fala, colhe da horta, etc., etc.).
Mas de qualquer maneira, seu jeito descomplicado de ser me faz acreditar que o que me atrai nestes shows é exatamente isso: fazer uma arte complexa, de misturar sabores, aromas, cores, parecer tão natural.
Fiquei fã incondicional do “Em casa com Jamie Oliver”, depois de já ter sido conquistada em “Truques de Oliver”. Ambos passam na GNT.
A casa do cara é espetacular, e ele planta de tudo lá.
Só quem tem horta em casa vai conseguir colher abobrinhas com flores, por exemplo. É a receita que coloco aqui embaixo.
Meu sonho é ser assim quando crescer (e ele também nem cresceu muito). Ser paga para ter uma casa linda e cozinhar rapidinho coisas muito gostosas e bonitas de se ver.
E falar inglês com sotaque britânico, também.
Flores de Abobrinha fritas à Italiana
8 mini-abobrinhas com as flores;
Um pouco de óleo vegetal para fritar;
Sal marinho;
2 chillis vermelhos picados e sem sementes;
Um punhado de hortelã fresca picada;
Um pouco de vinagre aromatizado com ervas;
Para a massa:
1 xícara de farinha de trigo com fermento;
1 xícara de cerveja;
Sal marinho;
1 clara de ovo batida.
Modo de Preparo:
Misture os três primeiros ingredientes da massa numa tigela. Bata a clara de ovo até que fique firme e misture à massa.
Corte cada abobrinha na metade, no comprimento, mas não até o fim para que a flor permaneça intacta.
Aqueça o óleo para fritar por imersão a 190°C. Mergulhe cada uma das abobrinhas na massa e frite no óleo até que fiquem crespinhas e douradas. Escorra em papel-toalha, arrume-as numa travessa, salpique o chilli, o sal e a hortelã, e regue com um pouco de vinagre.
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