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A cozinha da juventude modernaSábado, 4 de Outubro de 2008Seguindo a linha iniciada por nossa amiga Leandra, vou falar um pouco sobre receitas rápidas e relativamente fáceis que sempre preparo em casa. Hoje, por exemplo, a situação estava complicada. Ainda moro com os meus pais - e se por um lado isso é vergonhoso, também é sinônimo de geladeira quase sempre cheia. Sim, quase: minha mãe está em férias pelos nordestes deste Brasilsão e esta semana a geladeira foi esvaziando como se alguma maldição pairasse sobre a casa. E agora, depois de oito dias sem qualquer reposição, vi a viola em cacos. Existe um tal de fetuccine com ervas que costuma acompanhar filés em restaurantes simpáticos e pequenos bistrôs. Prestem atenção a este prato, ele é recorrente em vários cardápios. Pois bem. Eu preparei a minha versão do prato, simplificada ao extremo, mas de sabor bem aceitável: o fetuccine com manteiga e salsa. A receita é ridiculamente simples: Para acompanhar usei uma solução pré-fabricada que não é das melhores, mas quebra o galho: recheados congelados de frango. Comprei aquele recheado com creme de palmito. O preparo, no mini forno elétrico, é a coisa mais simples do mundo: ainda congelado, é só colocar o recheado no forno e aguardar que fique dourado. Isso demora cerca de 20 minutos. O recheado pode ser frito em óleo também, mas aí é uma bomba calórica que não se justifica pelo sabor mais ou menos. Preparei tudo em meia hora. E dá pra considerar praticamente como alta gastronomia. ;-)
por
Vanessa Marques | 3 alguéns
Um dia quero ser Gay TaleseTerça, 30 de Setembro de 2008
Não é muito fácil decidir ser jornalista, quando na verdade se quer ser escritor. Nem tampouco é fácil ser jornalista, numa geração de jornais engessados pelos manuais de redação, pelo “Q” de qualidade ou moldado por revistas com muitas notícias curtas e pouca informação. Mas não estou aqui para lamentar o fim da revista “Realidade” – pelo menos não desta vez -, se, afinal, já pipocam aqui e ali publicações como “Piauí”, “Brasileiros”, “Rolling Stones - Brasil”... Estou aqui para falar de Jornalismo Literário, Narrativas da Vida Real, Literatura de Não-Ficção, New Jornalism ou seja lá como se preferir chamar. O cara “Fama & Anonimato” é o livro que escolhi para ilustrar melhor o que tenho intenção de dizer. Escrito na década de 60 e relançado no Brasil em 2004, é uma coletânea de 535 páginas recheadas de contos de não-ficção escritos por um dos maiores autores do gênero (e que ainda está na ativa!). Talese é conhecido por dar vida às mais variadas histórias de pessoas conhecidas ou anônimas de Nova York e, assim, traçar um verdadeiro perfil da cidade. Dividida em três partes, a obra traz textos como “NY: uma cidade de profissões estranhas”, “Os índios”, que fala da rotina de inusitados construtores de pontes, ou “O perdedor”, sobre o lutador de boxe Floyd Patterson. Um dos destaques é o perfil entitulado “Frank Sinatra está resfriado”. Nele, o autor dá voz às pessoas que conviviam com o cantor – amigos, empresários, familiares... – já que este não podia falar. Uma verdadeira lição de “como salvar uma pauta e transformá-la numa obra-prima”. Poderia dar mais detalhes ou destacar algumas de suas tantas curiosidades, mas nada traduz melhor “Fama & Anonimato” do que ele mesmo. Podem ser apenas algumas páginas por dia. Que tal? Links relacionados:
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Paula R. | revisado por 6
Não requer práticaQuarta, 24 de Setembro de 2008 Morar sozinho é bacana. O problema é que, mesmo sem ser convidada, a fome aparece para dividir o apartamento com você. Mas, além de não ajudar nas contas, ela ainda as aumenta. Você gasta uma grana no supermercado e só compra bobagem. Agora, sem a mãe para pegar no pé pra você se alimentar de forma saudável, latas de cerveja, refrigerante e salgadinhos pulam no carrinho para fazer companhia às bolachas recheadas e aos chocolates. Não por coincidência, só coisas que não precisam fazer escala no fogão antes de ir para a sua pança. Pança, aliás, que tende a aumentar muito se você continuar comendo desse jeito, camarada.
Aquela coisa toda por
Leandro Leal | 10 descendo o pau
Viajar é a melhor coisa do mundo - Parte IQuarta, 24 de Setembro de 2008Eu vivo repetindo esta frase. Mas viajar pode ser uma experiência absolutamente desagradável, dependendo da sua sorte em escolher hospedagem, restaurante, transporte. Recentemente passei por duas experiências bastante irritantes. No texto de hoje conto o que rolou com a TAM. No próximo, a história de uma pousada. Tinha uma viagem marcada para Miami, de trabalho, numa sexta à noite. Havia outros colegas no mesmo vôo, e o aeroporto não estava tão caótico como de costume, mas a fila da TAM estava particularmente lenta. Viajei em um dos assentos do bloco central do avião. Chegando em Miami, onde já morei, e já entrei e saí diversas vezes, me barraram na polícia. “A senhora não consta no sistema”. Como assim? Pois é, o passaporte não conta no sistema, e isso acontece quando há erro da companhia aérea. Fiquei pelo menos uma hora numa salinha onde ficam os supostos “ilegais”, esperando alguém resolver o meu problema. Chegou uma moça da TAM, e me confirmou: “seu nome não foi inserido na hora do check-in, portanto, é como se a senhora tivesse vindo clandestinamente. Mas estou tentando entrar em contato no Brasil para confirmar seu check-in de ontem à noite”. Todos os colegas já tinham saído, e eu estava lá, passando por clandestina. Meia hora depois, ela finalmente conseguiu fazer contato e confirmaram que havia sido um erro pelo qual a companhia aérea pagaria – inclusive uma multa à aduana. A pessoa da TAM não havia passado meu nome (nem computado meu número de fidelidade, como vim a descobrir mais tarde). Isso me foi dito, com todas as letras, pela funcionária TAM que ali estava e por uma pessoa da polícia americana. Eu escrevi à TAM sobre esta agradável experiência, pedindo algum tipo de indenização. Não só não obtive indenização alguma como faltou compreensão e boa vontade por parte deles. Recebi respostas absurdas do serviço Fale com o Presidente, onde dizem, entre outras coisas “Compreendo as suas considerações, mas devo ressaltar que seu atendimento no vôo JJ 8090, São Paulo/Miami, de 18/07 foi efetuado corretamente e as informações necessárias foram registradas em nosso sistema. Isso porque me foi dito por uma funcionária da empresa que havia erro deles. Foram 3 trocas de email entre nós, todos com respostas neste nível. Eu era fã da TAM. Hoje, não recomendo mais. São caros e estão pouco se importando com a experiência que geram numa viagem. Para quem ama viajar, não faz mais o menor sentido continuar pagando o que eles pedem para receber isso em troca.
devaneio de:
Sil Curiati | 3! E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais!
Coisas de CentrãoTerça, 23 de Setembro de 2008
Mas sempre que posso dou uma esticada até a Praça João Mendes e vou a dois dos meus locais preferidos no centro: o Sebo do Messias e a Padaria Santa Tereza. No Sebo do Messias, é possível encontrar livros a partir de R$1,00. Outro dia comprei uma das primeiras versões de “A ilha”, de Fernando Moraes por R$ 3,00 e um do Amir Klink por R$ 5,00. E o mais legal é fuçar naquelas prateleiras ao som de música clássica. Pois é! Um rapaz fica tocando violino ao vivo. Para quem coleciona LPs o local é uma boa pedida. Tem uns achados por R$ 5, R$ 7, como Luiz Gonzaga, Willie Nelson, Los Bravos (foto), Alice Cooper, entre outros. No site, há informações sobre o estado de conservação da capa e do disco e, por ele, também é possível comprar os produtos. Serviço Sebo do Messias Padaria Santa Tereza
pausa para o café preparado por
Camila Pratti | 2 pessoas já provaram meu café
Foo Fighters sobe no telhadoQuinta, 18 de Setembro de 2008Nesta quarta, a BBC divulgou que o Foo Fighters vai dar um tempo.
Fofocado por
Lu Curiati | Tricote você também!
Um ensaio sobre São PauloQuarta, 17 de Setembro de 2008
Faz mais de dez anos que li Ensaio Sobre a Cegueira, do Saramago. Mas até hoje tenho uma sensação de que a “cegueira branca” vai me invadir toda vez que passo pelo primeiro semáforo na subida da Consolação. Isso porque foi ali que eu estava, dentro do ônibus, a caminho da faculdade, quando comecei a ler o livro. Talvez esse seja um dos motivos que me fizeram adorar o filme do Meirelles. Blindness, além de passar para a película muito (ou quase tudo) da obra literária, mostra São Paulo como eu nunca tinha visto. Branca, quase transparente, como se fosse um outro lugar qualquer do mundo. Os detalhes estão lá: a esquina da Faria Lima com a Rebouças, o Minhocão, a Ponte Estaiada ainda em construção, o Viaduto do Chá. É uma cidade presente no meu dia-a-dia, mas totalmente nova. Não sei se o filme terá o mesmo efeito para quem não conhece São Paulo. Também não sei se é tão inteligível para quem não leu o livro. Entretanto, eu considero um dos grandes filmes do ano. Além do roteiro adaptado e da fotografia, que a meu ver são magistrais, as interpretações me emocionaram. Não dá pra saber quem foi melhor. (Só para mudar um pouco o foco, alguém já notou como a Alice Braga é linda?) E também não sei se os atores são tão bons mesmo porque só fizeram o que quiseram ou o Fernando Meirelles é um “puta” diretor. Ok, ok, vou deixar o pessimismo de lado e acreditar que temos um gênio-cineasta-tupiniquim. Afinal, pra quem já foi o câmera Valdeci (era isso mesmo?) do Ernesto Varela (o repórter-Tas), Blindness é uma enorme evolução.
Feira da ComilançaTerça, 16 de Setembro de 2008
"Festival da Cultura Paulista Tradicional - Revelando São Paulo” é o nome oficial da feira que acontece todo mês de setembro no Parque da Água Branca, em São Paulo, mas que também poderia ser conhecida pela alcunha acima. O evento, que busca valorizar e divulgar a cultura caipira, está em sua 12a edição e reúne expositores de todo o interior do estado com centenas de barraquinhas de comida e artesanato. Também resgata os diversos aspectos culturais da região com apresentações de danças e músicas típicas no palco central. Uma das áreas da feira também é reservada para expositores de comunidades de imigrantes e descentes de outros países, o que rende guloseimas como docinhos portugueses e quitutes árabes. Vamos ao que interessa Dentre as iguarias podem ser encontrados feijão tropeiro, vaca atolada, virado a paulista, galinhada... E o melhor: tudo muito light – não nas calorias, mas no preço. Uma das minhas barracas preferidas é a de Barretos, com sua tradicional queima do alho. Vale a pena. Serviço:
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Paula R. | revisado por 3
Entrevista com SabonetesQuarta, 10 de Setembro de 2008
O pessoal do Sabonetes não esconde as influências. Em sua página no Trama Virtual falam de Cartola e Bloc Party. E a mistura está dando resultados. Sua agenda está sempre cheia e estão todos juntos morando sob o mesmo teto, compondo o seu trabalho de estréia. Recentemente passaram por São Paulo, tocaram no Milo Garage e na Funhouse. Quem assistiu pode conferir de perto a energia da banda. As próximas datas estão marcadas no sul, com exceção do Festival Vai ter Volta, em Goiânia. Mas aguardamos para breve um retorno para São Paulo. Quem respondeu as nossas perguntas foi o baterista do grupo, Caja. Além dele fazem parte Artur, Wonder e o misterioso Salim Oh. Ouça aqui o som do Sabonetes (clique aqui). Tiago Barizon (Morfina): Para começar, como e onde foi que a banda se formou e como está a formação atual? Caja (Sabonetes): A banda começou em 2004, no centro acadêmico de comunicação da UFPR. Começamos tocando nas festinhas da faculdade, depois nos bares da cidade e hoje estamos viajando o Brasil. Sempre com essa formação.
Caja: “Bandas do Sul” é um conceito que não existe aqui no sul. Quem fala isso é porque não mora no sul do país, como em São Paulo. O mesmo ocorre com “Bandas do Nordeste”. É uma classificação mais geográfica que musical. Há bandas em Curitiba influenciadas por Recife. Em Pernambuco, há quem toque indie-rock inglês. Em Londres, há quem toque música indiana.... O fato é que existem bandas boas e principalmente bandas ruins em qualquer canto do planeta.
Caja: Soa bem. Quando você ouve falar pela primeira vez pode parecer estranho, mas em pouco tempo isso muda. Imagino que tenha sido assim no começo dos “Paralamas”.
Caja: Dificilmente alguém chega com tudo pronto. Normalmente a música vem de um assovio, uma frase, um riff. Cada um vai dando seus palpites e experimentando, até encontrarmos aquilo que nos agrada.
Caja: Recebemos as letras pelo correio, periodicamente, enviadas por um letrista anônimo. Não o conhecemos pessoalmente. Lemos o que ele nos manda e construímos a músicas em cima. Às vezes fazemos algumas modificações necessárias.
Caja: Pelo que vi ontem à noite, acho que muitas garotas por aí.
Caja: Cara, a gente ouve de tudo. Semana passada, tirei do carro o último do Radiohead pra colocar Granturismo, do Cardigans. Ouço de Cypress Hyll a Gilberto Gil. Até eletrônica. Mas em nossas músicas tentamos não parecer com nada, a busca é pelo som que se pareça conosco.
Caja: Das coisas mais novas que ouvi, gostei muito do 3 na massa... o Devendra Banhart lançou um clipe ótimo tbm, gostei da música... E estou procurando o novo disco do Kings of Leon pra baixar.
Caja: O próximo grande passo é gravar o disco. Já está tudo agendado. Alugamos uma casa onde estamos morando, tocando e compondo. O disco vai ter provavelmente onze faixas, e o lançamento será no início de 2009. Até lá, a idéia é ir fazendo bastante show.
Caja: Cara, o melhor é agora, sem dúvidas. E não lembro de um momento ruim para a banda, como um todo. Nós nos damos bem as coisas estão caminhando.
Caja: Falta profissionalismo. Não apenas por parte das casas de shows, produtoras, gravadoras, rádios... Falta profissionalismo nas bandas. Se você encara a música como profissão, você faz a coisa acontecer. É claro que tem o lado artístico, que é o que mais importa, mas também tem o lado do trabalho, como em qualquer outra profissão.
Caja: No meu caso, meu pai sempre colecionou discos de rock. Eu ouvia tudo e queria fazer parte daquilo. Comecei a tocar bateria porque gosto da vibração e porque senti que tinha facilidade com o instrumento, aprendi a tocar sozinho.
Caja: Desista enquanto há tempo. (risos)
Não dêem muita atenção ao
Tiago Barizon | Uma pitacada
Pra matar a sedeQuarta, 10 de Setembro de 2008Eu adoro uma birita. Sou fã de vinhos, caipirinhas, cachaças.
devaneio de:
Sil Curiati | Assume que você babou, vai
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