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A cozinha da juventude moderna

Sábado, 4 de Outubro de 2008

Seguindo a linha iniciada por nossa amiga Leandra, vou falar um pouco sobre receitas rápidas e relativamente fáceis que sempre preparo em casa. Hoje, por exemplo, a situação estava complicada. Ainda moro com os meus pais - e se por um lado isso é vergonhoso, também é sinônimo de geladeira quase sempre cheia. Sim, quase: minha mãe está em férias pelos nordestes deste Brasilsão e esta semana a geladeira foi esvaziando como se alguma maldição pairasse sobre a casa. E agora, depois de oito dias sem qualquer reposição, vi a viola em cacos.

Existe um tal de fetuccine com ervas que costuma acompanhar filés em restaurantes simpáticos e pequenos bistrôs. Prestem atenção a este prato, ele é recorrente em vários cardápios. Pois bem. Eu preparei a minha versão do prato, simplificada ao extremo, mas de sabor bem aceitável: o fetuccine com manteiga e salsa.

A receita é ridiculamente simples:
- 3 ninhos de fetuccine (para duas pessoas que não comem muito)
- 1 e 1/2 colher de sopa de manteiga (com margarina não é a mesma coisa, definitivamente)
- salsa fresca picadinha (bem picadinha mesmo)
- sal a gosto.

Para cozinhar o macarrão, basta colocar cerca de 2 litros de água para ferver em uma panela grande com um pouco de sal e um fio de óleo ou azeite. Quando a água ferver, jogue os ninhos de fetuccine dentro e vá provando de vez em quando para ver se já está bom. Aqui em casa, num fogo não muito alto, demorou cerca de 10 minutos. Retire do fogo, escorra o macarrão - espero que você saiba fazer isso sem causar uma catástrofe qualquer - e coloque na tigela que irá servir. Misture a salsinha (uma ou duas colheres de sopa) e a manteiga. No caso do meu, faltou sal e eu completei neste estágio do processo, mas é melhor provar antes. Sirva imediatamente.

Para acompanhar usei uma solução pré-fabricada que não é das melhores, mas quebra o galho: recheados congelados de frango. Comprei aquele recheado com creme de palmito. O preparo, no mini forno elétrico, é a coisa mais simples do mundo: ainda congelado, é só colocar o recheado no forno e aguardar que fique dourado. Isso demora cerca de 20 minutos. O recheado pode ser frito em óleo também, mas aí é uma bomba calórica que não se justifica pelo sabor mais ou menos.

Preparei tudo em meia hora. E dá pra considerar praticamente como alta gastronomia. ;-)



por Vanessa Marques | 3 alguéns


Um dia quero ser Gay Talese

Terça, 30 de Setembro de 2008

Não é muito fácil decidir ser jornalista, quando na verdade se quer ser escritor. Nem tampouco é fácil ser jornalista, numa geração de jornais engessados pelos manuais de redação, pelo “Q” de qualidade ou moldado por revistas com muitas notícias curtas e pouca informação.

Mas não estou aqui para lamentar o fim da revista “Realidade” – pelo menos não desta vez -, se, afinal, já pipocam aqui e ali publicações como “Piauí”, “Brasileiros”, “Rolling Stones - Brasil”... Estou aqui para falar de Jornalismo Literário, Narrativas da Vida Real, Literatura de Não-Ficção, New Jornalism ou seja lá como se preferir chamar.

O cara

“Fama & Anonimato” é o livro que escolhi para ilustrar melhor o que tenho intenção de dizer. Escrito na década de 60 e relançado no Brasil em 2004, é uma coletânea de 535 páginas recheadas de contos de não-ficção escritos por um dos maiores autores do gênero (e que ainda está na ativa!).

Talese é conhecido por dar vida às mais variadas histórias de pessoas conhecidas ou anônimas de Nova York e, assim, traçar um verdadeiro perfil da cidade. Dividida em três partes, a obra traz textos como “NY: uma cidade de profissões estranhas”, “Os índios”, que fala da rotina de inusitados construtores de pontes, ou “O perdedor”, sobre o lutador de boxe Floyd Patterson.

Um dos destaques é o perfil entitulado “Frank Sinatra está resfriado”. Nele, o autor dá voz às pessoas que conviviam com o cantor – amigos, empresários, familiares... – já que este não podia falar. Uma verdadeira lição de “como salvar uma pauta e transformá-la numa obra-prima”.

Poderia dar mais detalhes ou destacar algumas de suas tantas curiosidades, mas nada traduz melhor “Fama & Anonimato” do que ele mesmo. Podem ser apenas algumas páginas por dia. Que tal?

Links relacionados:

Para saber mais sobre Gay Talese: Wikipedia
O que está sendo feito no Brasil: www.textovivo.com.br
 



datilografado por: Paula R. | revisado por 6


Não requer prática

Quarta, 24 de Setembro de 2008

     Morar sozinho é bacana. O problema é que, mesmo sem ser convidada, a fome aparece para dividir o apartamento com você. Mas, além de não ajudar nas contas, ela ainda as aumenta. Você gasta uma grana no supermercado e  só compra bobagem. Agora, sem a mãe para pegar no pé pra você se alimentar de forma saudável, latas de cerveja, refrigerante e salgadinhos pulam no carrinho para fazer companhia às bolachas recheadas e aos chocolates. Não por coincidência, só coisas que não precisam fazer escala no fogão antes de ir para a sua pança. Pança, aliás, que tende a aumentar muito se você continuar comendo desse jeito, camarada.

    O que talvez você não saiba, e eu também não sabia, é que não é necessário saber cozinhar para fazer um rango minimamente light. Não me refiro a coisas sem sabor, como a maioria das que levam esse rótulo, nem a sanduíches – isso, eu suponho, você sabe fazer. A receita a seguir foi inventada e executada por mim agora, quando cheguei faminto e não queria comer chocolate ou as salsichas ao vinagrete – duas dessas coisas que compramos por que a fome manda e a mãe não está por perto para impedir.

     Na última vez que fomos ao supermercado, minha namorada, grande talento na arte de morar sozinha e sem a mesma aptidão para a cozinha, aconselhou: “Compra uma lata de milho verde e uma de ervilha. É sempre bom ter em casa...” Por isso, divido com ela os créditos dessa iguaria. Com ela e com minha inexperiência – além daquelas ao vinagrete, comprei salsichas de peru acreditando que tivessem o mesmo gosto do “peito de”, mas descobri que, se as calorias são quase zero, o gosto também é.

    Assim se fez a receita: latas de conserva e um embutido absolutamente sem gosto, misturados à margarina light (claro, o sabor também não é o mesmo), levados ao microondas por dois minutos. Tirei do forno com os dedos cruzados. E não é que ficou bem aceitável? Não, nada como as delicias da Dona Mercês, mas bem aceitável. Só não é melhor porque, depois, vou ter que lavar a louça. (Se bem que, em dois dias, a Lu aparece para dar um trato na bagunça...)


 



Aquela coisa toda por Leandro Leal | 10 descendo o pau


Viajar é a melhor coisa do mundo - Parte I

Quarta, 24 de Setembro de 2008

Eu vivo repetindo esta frase. Mas viajar pode ser uma experiência absolutamente desagradável, dependendo da sua sorte em escolher hospedagem, restaurante, transporte.

Recentemente passei por duas experiências bastante irritantes. No texto de hoje conto o que rolou com a TAM. No próximo, a história de uma pousada.

Tinha uma viagem marcada para Miami, de trabalho, numa sexta à noite. Havia outros colegas no mesmo vôo, e o aeroporto não estava tão caótico como de costume, mas a fila da TAM estava particularmente lenta.
Chegou minha vez de fazer o check in, e a atendente foi bastante ríspida quando perguntei se a demora era por conta de problemas de sistema, ou se estava tudo normal. Pedi para ela colocar o número do meu cartão fidelidade, e perguntei se havia assento na janela. Ela mal respondeu.

Viajei em um dos assentos do bloco central do avião. Chegando em Miami, onde já morei, e já entrei e saí diversas vezes, me barraram na polícia. “A senhora não consta no sistema”. Como assim? Pois é, o passaporte não conta no sistema, e isso acontece quando há erro da companhia aérea.

Fiquei pelo menos uma hora numa salinha onde ficam os supostos “ilegais”, esperando alguém resolver o meu problema. Chegou uma moça da TAM, e me confirmou: “seu nome não foi inserido na hora do check-in, portanto, é como se a senhora tivesse vindo clandestinamente. Mas estou tentando entrar em contato no Brasil para confirmar seu check-in de ontem à noite”.

Todos os colegas já tinham saído, e eu estava lá, passando por clandestina.

Meia hora depois, ela finalmente conseguiu fazer contato e confirmaram que havia sido um erro pelo qual a companhia aérea pagaria – inclusive uma multa à aduana. A pessoa da TAM não havia passado meu nome (nem computado meu número de fidelidade, como vim a descobrir mais tarde). Isso me foi dito, com todas as letras, pela funcionária TAM que ali estava e por uma pessoa da polícia americana.

Eu escrevi à TAM sobre esta agradável experiência, pedindo algum tipo de indenização.

Não só não obtive indenização alguma como faltou compreensão e boa vontade por parte deles. Recebi respostas absurdas do serviço Fale com o Presidente, onde dizem, entre outras coisas “Compreendo as suas considerações, mas devo ressaltar que seu atendimento no vôo JJ 8090, São Paulo/Miami, de 18/07 foi efetuado corretamente e as informações necessárias foram registradas em nosso sistema.
Esclarecemos que as fiscalizações de rotina são realizadas pelas autoridades policiais norte americanas, não havendo qualquer interferência das companhias aéreas.”

Isso porque me foi dito por uma funcionária da empresa que havia erro deles.

Foram 3 trocas de email entre nós, todos com respostas neste nível.

Eu era fã da TAM. Hoje, não recomendo mais. São caros e estão pouco se importando com a experiência que geram numa viagem. Para quem ama viajar, não faz mais o menor sentido continuar pagando o que eles pedem para receber isso em troca.



devaneio de: Sil Curiati | 3! E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais!


Coisas de Centrão

Terça, 23 de Setembro de 2008



Trabalhar no Centro de São Paulo é um prato cheio para quem curte bater perna atrás de coisinhas na hora do almoço, como eu. Você dá um pulo, escorrega na ladeira Porto Geral e cai na Rua 25 de março. Ou segue pros lados da Rua Direita, recheada de lojinhas que vendem bolsas, malas e mochilas.

Mas sempre que posso dou uma esticada até a Praça João Mendes e vou a dois dos meus locais preferidos no centro: o Sebo do Messias e a Padaria Santa Tereza.

No Sebo do Messias, é possível encontrar livros a partir de R$1,00. Outro dia comprei uma das primeiras versões de “A ilha”, de Fernando Moraes por R$ 3,00 e um do Amir Klink por R$ 5,00. E o mais legal é fuçar naquelas prateleiras ao som de música clássica. Pois é! Um rapaz fica tocando violino ao vivo.

Para quem coleciona LPs o local é uma boa pedida. Tem uns achados por R$ 5, R$ 7, como Luiz Gonzaga, Willie Nelson, Los Bravos (foto), Alice Cooper, entre outros. No site, há informações sobre o estado de conservação da capa e do disco e, por ele, também é possível comprar os produtos.

Ao lado do Sebo fica a Padaria Santa Tereza que está no local desde 1940 e hoje tem dois andares. Quando foi fundada, em 1872, ela estava localizada à Rua Santa Tereza. Atualmente, no térreo, as pessoas disputam espaço junto ao balcão para consumir os pratos rápidos. Em minha opinião os melhores são: pizza portuguesa, coxinha e torta de palmito. No piso superior, há um restaurante com um extenso cardápio recheado com pratos bem servidos a preços honestos, como feijoadas, bacalhoadas, carnes e outros. Vale também tomar o cafezinho, da marca Bravo, e comer um sonho, uma torta de morango ou uma bomba de chocolate.

Serviço

Sebo do Messias
Praça João Mendes, 166
Horário de Atendimento: das 9 às 19h, de segunda a sexta-feira; sábados das 9h às 17h, exceto feriados.

Padaria Santa Tereza
Praça João Mendes, 150
Tels. 3241-1735 / 3105-1793 / 3101-3105
Diariamente, das 5h30 às 22h. Sextas, até o último cliente.
 



pausa para o café preparado por Camila Pratti | 2 pessoas já provaram meu café


Foo Fighters sobe no telhado

Quinta, 18 de Setembro de 2008

Nesta quarta, a BBC divulgou que o Foo Fighters vai dar um tempo.
A declaração usada na matéria não é das melhores, já que deixa dúvidas se a banda só vai parar de tocar na Inglaterra ou se vai ficar na geladeira mesmo. Como não faz muito sentido falar pros ingleses que você não quer tocar na Inglaterra pelos próximos 10 anos, acredito mais na segunda alternativa. Infelizmente.
O Foo Fighters é destas bandas que agradam a todos. Você pode não amar, mas dificilmente vai odiar. Pessoalmente, gosto da banda, principalmente dos primeiros CDs – depois, acho que eles perderam um pouco a pegada.
Fora a música, o Foo Fighters é uma banda simpática. É sério: nunca saiu nenhuma reportagem falando que Dave Grohl enfiou o pé na jaca, ou se meteu em uma briga ou qualquer polêmica. Ele só fala mal da Courtney Love de vez em quando, mas com elegância. E ele é tão legal que, uma vez, sabendo que um minerador australiano que é fã do Foo Fighters ficou preso no desabamento de uma mina, ele mandou um iPod cheio de músicas pro cara ficar mais tranquilo durante o difícil resgate. O player ainda tinha uma mensagem bacana gravada, em que Dave prometia tomar umas cervejas e levar o cara pra ver um show de sua banda, assim que ele saísse da mina. E cumpriu a promessa! Os outros integrantes do Foo Fighters também são gente boa. E melhor que isso: quase sempre eles fazem alguma palhaçada nas entrevistas.
O Foo Fighters é uma das bandas que eu gostaria de ver ao vivo, mas quando eles se apresentaram no Brasil, no último Rock in Rio no Rio, eu não pude ir... Fiquei em casa, com uma alergia ridícula, vendo pela TV. A missão de tentar entrevistar os caras – já que não havia nada agendado – ficou com um jornalista muito gente boa, o PH. Ele foi ao hotel onde a banda estava hospedada e se deparou com uma cena muito curiosa: Dave Grohl e o baterista, Taylor Hawkins, estavam sentados ao piano do saguão, tocando o tema do desenho do Snoopy! Logo depois, ele conseguiu entrevistar o vocal rapidinho, usando o celular-tijolo pra entrar ao vivo na rádio em SP, direto do Rio. O legal é que ele tem a gravação da musiquinha e fotos da entrevista, com Dave Grohl falando em seu celular. E olha que já rolaram ofertas boas pra que o PH venda o tijolão, que vai ser guardado pra posteridade, junto com a foto, pra ser leiloado numa destas casas famosas quando se valorizar mais.
Eu, mesma, nunca entrevistei o Dave, mas falei com o Taylor, que é o outro palhaço do Foo Fighters, e com o guitarrista Chris Schiflett.
O Chris esteve no Brasil mais ou menos em 2006, com uma das outras bandas dele, chamada Jackson United. Fiquei de tradutora quando eles participaram de um programa de rádio, só falando bobagem. Tava mais pra boteco que pra entrevista.
Com o Taylor Hawkins, falei por telefone, pouco antes do Rock in Rio. O cara devia estar muuuito chapado, porque ria de tudo! Mas foi uma entrevista legal, e ele comentou a pressão de ser o baterista de uma banda liderada pelo ex-baterista do Nirvana, e também de cantar “Have a Cigar”, do Pink Floyd, numa versão gravada com Brian May, do Queen – muito boa, aliás; está na trilha do filme “Missão: Impossível 2”.
Sobre Foo Fighters (não a banda; os supostos discos voadores avistados pelos soldados durante a II Guerra Mundial), ele disse que não acredita muito, não. Essa coisa de ET é só com o Dave Grohl, mesmo.
 



Fofocado por Lu Curiati | Tricote você também!


Um ensaio sobre São Paulo

Quarta, 17 de Setembro de 2008

Faz mais de dez anos que li Ensaio Sobre a Cegueira, do Saramago. Mas até hoje tenho uma sensação de que a “cegueira branca” vai me invadir toda vez que passo pelo primeiro semáforo na subida da Consolação. Isso porque foi ali que eu estava, dentro do ônibus, a caminho da faculdade, quando comecei a ler o livro.

Talvez esse seja um dos motivos que me fizeram adorar o filme do Meirelles. Blindness, além de passar para a película muito (ou quase tudo) da obra literária, mostra São Paulo como eu nunca tinha visto. Branca, quase transparente, como se fosse um outro lugar qualquer do mundo.

Os detalhes estão lá: a esquina da Faria Lima com a Rebouças, o Minhocão, a Ponte Estaiada ainda em construção, o Viaduto do Chá. É uma cidade presente no meu dia-a-dia, mas totalmente nova.

Não sei se o filme terá o mesmo efeito para quem não conhece São Paulo. Também não sei se é tão inteligível para quem não leu o livro.

Entretanto, eu considero um dos grandes filmes do ano. Além do roteiro adaptado e da fotografia, que a meu ver são magistrais, as interpretações me emocionaram. Não dá pra saber quem foi melhor. (Só para mudar um pouco o foco, alguém já notou como a Alice Braga é linda?)

E também não sei se os atores são tão bons mesmo porque só fizeram o que quiseram ou o Fernando Meirelles é um “puta” diretor. Ok, ok, vou deixar o pessimismo de lado e acreditar que temos um gênio-cineasta-tupiniquim.

Afinal, pra quem já foi o câmera Valdeci (era isso mesmo?) do Ernesto Varela (o repórter-Tas), Blindness é uma enorme evolução.


 



por Kleber Carrilho | [n] comentário.


Feira da Comilança

Terça, 16 de Setembro de 2008

  "Caipira picando fumo" (1893), Almeida Junior

"Festival da Cultura Paulista Tradicional - Revelando São Paulo” é o nome oficial da feira que acontece todo mês de setembro no Parque da Água Branca, em São Paulo, mas que também poderia ser conhecida pela alcunha acima.

O evento, que busca valorizar e divulgar a cultura caipira, está em sua 12a edição e reúne expositores de todo o interior do estado com centenas de barraquinhas de comida e artesanato. Também resgata os diversos aspectos culturais da região com apresentações de danças e músicas típicas no palco central.

Uma das áreas da feira também é reservada para expositores de comunidades de imigrantes e descentes de outros países, o que rende guloseimas como docinhos portugueses e quitutes árabes.

Vamos ao que interessa

Dentre as iguarias podem ser encontrados feijão tropeiro, vaca atolada, virado a paulista, galinhada... E o melhor: tudo muito light – não nas calorias, mas no preço. Uma das minhas barracas preferidas é a de Barretos, com sua tradicional queima do alho. Vale a pena.

Outro destaque fica por conta do churrasco chamado “rojão”, uma espécie de kafta de carne de porco assada em espetinhos de bambu. Seu estande fica numa área meio reservada, chamada Rancho Tropeiro, próximo à entrada da rua Germaine Bruchard. Apesar dos portões fecharem às 21 horas, esse espaço funciona até mais tarde, com direito a muita cachaça e música de viola.

Serviço:
XII Revelando São Paulo
Local: Parque da Água Branca
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455
Data: de 12 a 21 de setembro
Horário: das 9 às 21 horas
Não tem estacionamento dentro do parque.



datilografado por: Paula R. | revisado por 3


Entrevista com Sabonetes

Quarta, 10 de Setembro de 2008

Sabonetes (crédito da foto: Orlando Vieira)

O pessoal do Sabonetes não esconde as influências. Em sua página no Trama Virtual falam de Cartola e Bloc Party. E a mistura está dando resultados. Sua agenda está sempre cheia e estão todos juntos morando sob o mesmo teto, compondo o seu trabalho de estréia.

Recentemente passaram por São Paulo, tocaram no Milo Garage e na Funhouse. Quem assistiu pode conferir de perto a energia da banda. As próximas datas estão marcadas no sul, com exceção do Festival Vai ter Volta, em Goiânia. Mas aguardamos para breve um retorno para São Paulo.

Quem respondeu as nossas perguntas foi o baterista do grupo, Caja. Além dele fazem parte Artur, Wonder e o misterioso Salim Oh.

Ouça aqui o som do Sabonetes (clique aqui).

 

Tiago Barizon (Morfina): Para começar, como e onde foi que a banda se formou e como está a formação atual?

Caja (Sabonetes): A banda começou em 2004, no centro acadêmico de comunicação da UFPR. Começamos tocando nas festinhas da faculdade, depois nos bares da cidade e hoje estamos viajando o Brasil. Sempre com essa formação.


TB: Aqui em São Paulo é fácil ouvir em conversas sobre bandas brasileiras alguém falando das “bandas do sul”. Por que vocês acham que se formou essa imagem? As bandas do sul realmente são melhores?

Caja: “Bandas do Sul” é um conceito que não existe aqui no sul. Quem fala isso é porque não mora no sul do país, como em São Paulo. O mesmo ocorre com “Bandas do Nordeste”. É uma classificação mais geográfica que musical. Há bandas em Curitiba influenciadas por Recife. Em Pernambuco, há quem toque indie-rock inglês. Em Londres, há quem toque música indiana.... O fato é que existem bandas boas e principalmente bandas ruins em qualquer canto do planeta.


TB: Acho que vocês já responderam essa muitas vezes, mas por que Sabonetes?

Caja: Soa bem. Quando você ouve falar pela primeira vez pode parecer estranho, mas em pouco tempo isso muda. Imagino que tenha sido assim no começo dos “Paralamas”.


TB: Como é o processo de composição? Alguém chega com a música pronta ou é na base do “cooperativismo”?

Caja: Dificilmente alguém chega com tudo pronto. Normalmente a música vem de um assovio, uma frase, um riff. Cada um vai dando seus palpites e experimentando, até encontrarmos aquilo que nos agrada.


TB: E as letras? Quem as compõe?

Caja: Recebemos as letras pelo correio, periodicamente, enviadas por um letrista anônimo. Não o conhecemos pessoalmente. Lemos o que ele nos manda e construímos a músicas em cima. Às vezes fazemos algumas modificações necessárias.


TB: Falando das letras, quem está descontrolada?

Caja: Pelo que vi ontem à noite, acho que muitas garotas por aí.


TB: Ouvindo o som do grupo, dá para sacar influências que vão dos brasileiros dos anos 60 e 70 até grupos como Killers e Bloc Party, em timbres e arranjos. É isso mesmo? Quem ouve o que na banda?

Caja: Cara, a gente ouve de tudo. Semana passada, tirei do carro o último do Radiohead pra colocar Granturismo, do Cardigans. Ouço de Cypress Hyll a Gilberto Gil. Até eletrônica. Mas em nossas músicas tentamos não parecer com nada, a busca é pelo som que se pareça conosco.


TB: Atualmente, quem está mandando bem na música?

Caja: Das coisas mais novas que ouvi, gostei muito do 3 na massa... o Devendra Banhart lançou um clipe ótimo tbm, gostei da música... E estou procurando o novo disco do Kings of Leon pra baixar.


TB: Como estão os planos do grupo? Quais os próximos passos?

Caja: O próximo grande passo é gravar o disco. Já está tudo agendado. Alugamos uma casa onde estamos morando, tocando e compondo. O disco vai ter provavelmente onze faixas, e o lançamento será no início de 2009. Até lá, a idéia é ir fazendo bastante show.


TB: Qual foi o melhor momento vivido pelo grupo? E o pior?

Caja: Cara, o melhor é agora, sem dúvidas. E não lembro de um momento ruim para a banda, como um todo. Nós nos damos bem as coisas estão caminhando.


TB: Viver de música, principalmente de rock alternativo, aqui no Brasil é uma eterna luta. O que vocês acham que falta no mercado musical independente?

Caja: Falta profissionalismo. Não apenas por parte das casas de shows, produtoras, gravadoras, rádios... Falta profissionalismo nas bandas. Se você encara a música como profissão, você faz a coisa acontecer. É claro que tem o lado artístico, que é o que mais importa, mas também tem o lado do trabalho, como em qualquer outra profissão.


TB: Como foi que vocês começaram a se interessar por música e pensaram em formar uma banda?

Caja: No meu caso, meu pai sempre colecionou discos de rock. Eu ouvia tudo e queria fazer parte daquilo. Comecei a tocar bateria porque gosto da vibração e porque senti que tinha facilidade com o instrumento, aprendi a tocar sozinho.


TB: O que vocês diriam para alguém que está montando uma banda hoje e começando a compor?

Caja: Desista enquanto há tempo. (risos)


Faça o download do EP Descontrolada clicando aqui, e dos Singles clicando aqui.



Não dêem muita atenção ao Tiago Barizon | Uma pitacada


Pra matar a sede

Quarta, 10 de Setembro de 2008

Eu adoro uma birita. Sou fã de vinhos, caipirinhas, cachaças.

Mas confesso que sou fissurada por sucos. Tenho grandes vontades repentinas de mandar um copão de suco natural com salada. É algo que me faz tão feliz quanto comer uma barra de chocolate e me alcoolizar.

Das minhas últimas descobertas de bons sucos, destaco o Suco Bagaço. Uma casinha relativamente pequena, localizada no coração dos Jardins: Haddock Lobo com Oscar Freire.

Estive lá logo após às 15h de um dia qualquer, e me deparei com um belo cardápio de misturas interessantes de frutas, além de um menu especial kosher.
Além disso, em caso de fome, além dos clássicos potes de açaí e saladas de frutas, há vitaminas, tigelas de frutas com cremes, frappés, sandubas naturais e quiches com salada.

Esta última faz parte de um pacote legal: antes do meio-dia e depois das 15h, ao pedir uma quiche com salada por R$ 7,90 você ganha outra. Isso mesmo, come duas ou leva pra casa, podendo até mudar o sabor da quiche (eles têm de quatro queijos, alho poro, escarola, frango, abóbora com carne-seca, palmito e uma doce de banana).

Nas opções de sucos, há misturas com beterraba, cenoura e clorofila também. Fiquei com o de abacaxi, gengibre e laranja, que vem bem cremoso. Delícia!
 



devaneio de: Sil Curiati | Assume que você babou, vai